Divisões de base de futebol podem representar mais um espaço de inclusão social para crianças e adolescentes
Caroline Ledo
As Nações Unidas em seu "Relatório sobre o Esporte para o Desenvolvimento e a Paz de 2003", afirma que o esporte por sua própria natureza envolve participação. Envolve também a inclusão e a cidadania, na medida em que une indivíduos e comunidades, destacando os aspectos comuns e servindo de ponte entre diferenças étnicas e culturais.
A cidadania começa na relação do homem consigo mesmo para, a partir daí, expandir-se até o próximo, ampliando-se para o contexto social que o homem está inserido. Essa nova forma de ver e construir o mundo tem como princípios básicos os direitos humanos, a responsabilidade social e o compromisso social na realização do destino coletivo. A participação tem profunda relação com a superação das injustiças sociais e a emancipação do cidadão.
O esporte, como importante fenômeno social, sempre deveria ser utilizado como instrumento de inserção social e promoção da cidadania. Ele traz benefícios de toda ordem a quem o pratica e a quem dele usufrui. O potencial do esporte é muito amplo, na medida em que determina formas de participação, interação, cooperação, auto-estima, iniciativa, disciplina pessoal, entre outros.
O esporte como fator educativo ou de promoção ao lazer, isto é, como um meio para atingir a educação e integração do ser humano à sociedade. Assim como o esporte de alto rendimento, isto é, como fim, para a formação de atletas profissionais, configurando-se aí como profissão.
O futebol como uma modalidade esportiva não foge a essa realidade. É a modalidade mais difundida e praticada no mundo e exerce grande influência na sociedade brasileira, sendo o esporte nacional, atingindo todas as camadas da população.
O processo de construção da cidadania através do futebol se constrói pelo reconhecimento e o respeito às regras, normas, as diferenças individuais, pelo combate aos preconceitos, às discriminações (econômica, política, sexual, cultural etc.), pela participação do processo grupal, pela ampliação da consciência em relação aos direitos e deveres e pela confiança no potencial de transformação de cada um.
No caso do futebol como esporte de alto rendimento vai além, pois oferece também a possibilidade de profissionalização, de inserção no mercado de trabalho, de provimento das necessidades próprias e da família. Dessa forma, sendo um efetivo instrumento de ascensão social para aqueles que conseguem alcançar o objetivo, mas também dando outras possibilidades para aqueles que passam por divisões de base, porém não chegam a ser profissional, na medida em que ambos têm acesso a inúmeros serviços.
Milhares de garotos ingressam nas divisões de base espalhadas pelo Brasil durante todos os anos, mas apenas poucos conseguem chegar a ser jogador profissional. Dessa forma, os espaços abertos nos clubes, inclusive para residência de muitos desses garotos, pode representar um espaço de inclusão social, já que se trata de um esporte que não requer características físicas específicas. É um dos poucos espaços em que não importa sua raça, sua religião, sua cultura, apenas o talento para jogar.
Assim, as divisões de base são espaços em potencial de inclusão social e de promoção e construção da cidadania, pois oferecem profissionalização em uma atividade esportiva, baseada por serviços e benefícios oferecidos por uma equipe multidisciplinar - incluindo o assistente social - que fortalecem essa formação.
A cidadania começa na relação do homem consigo mesmo para, a partir daí, expandir-se até o próximo, ampliando-se para o contexto social que o homem está inserido. Essa nova forma de ver e construir o mundo tem como princípios básicos os direitos humanos, a responsabilidade social e o compromisso social na realização do destino coletivo. A participação tem profunda relação com a superação das injustiças sociais e a emancipação do cidadão.
O esporte, como importante fenômeno social, sempre deveria ser utilizado como instrumento de inserção social e promoção da cidadania. Ele traz benefícios de toda ordem a quem o pratica e a quem dele usufrui. O potencial do esporte é muito amplo, na medida em que determina formas de participação, interação, cooperação, auto-estima, iniciativa, disciplina pessoal, entre outros.
O esporte como fator educativo ou de promoção ao lazer, isto é, como um meio para atingir a educação e integração do ser humano à sociedade. Assim como o esporte de alto rendimento, isto é, como fim, para a formação de atletas profissionais, configurando-se aí como profissão.
O futebol como uma modalidade esportiva não foge a essa realidade. É a modalidade mais difundida e praticada no mundo e exerce grande influência na sociedade brasileira, sendo o esporte nacional, atingindo todas as camadas da população.
O processo de construção da cidadania através do futebol se constrói pelo reconhecimento e o respeito às regras, normas, as diferenças individuais, pelo combate aos preconceitos, às discriminações (econômica, política, sexual, cultural etc.), pela participação do processo grupal, pela ampliação da consciência em relação aos direitos e deveres e pela confiança no potencial de transformação de cada um.
No caso do futebol como esporte de alto rendimento vai além, pois oferece também a possibilidade de profissionalização, de inserção no mercado de trabalho, de provimento das necessidades próprias e da família. Dessa forma, sendo um efetivo instrumento de ascensão social para aqueles que conseguem alcançar o objetivo, mas também dando outras possibilidades para aqueles que passam por divisões de base, porém não chegam a ser profissional, na medida em que ambos têm acesso a inúmeros serviços.
Milhares de garotos ingressam nas divisões de base espalhadas pelo Brasil durante todos os anos, mas apenas poucos conseguem chegar a ser jogador profissional. Dessa forma, os espaços abertos nos clubes, inclusive para residência de muitos desses garotos, pode representar um espaço de inclusão social, já que se trata de um esporte que não requer características físicas específicas. É um dos poucos espaços em que não importa sua raça, sua religião, sua cultura, apenas o talento para jogar.
Assim, as divisões de base são espaços em potencial de inclusão social e de promoção e construção da cidadania, pois oferecem profissionalização em uma atividade esportiva, baseada por serviços e benefícios oferecidos por uma equipe multidisciplinar - incluindo o assistente social - que fortalecem essa formação.
